quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Uma pequena escritora

        O Zézinho magrinho
Era uma vez um menino chamado Zézinho, não comia nada porque não era menino de apetite. Um dia chegou à escola e a professora disse:
- Zézinho, tu estás muito magrinho, pareces um esqueleto, só tens pele e osso.
No intervalo, todos os meninos da escola começaram a gozar:
- O Zézinho é um esqueleto andante.
Ele começou a chorar, porque todos gozavam com ele e ele não gostava disso. Quando chegou à sala a professora perguntou-lhe:
-Zézinho o que é que tens?
- Professora, no intervalo todos gozaram comigo! – disse o Zézinho.
- Porquê? – perguntou-lhe a professora.
- Porque eu sou muito magrinho e você disse que eu parecia um esqueleto e que só tenho pele e osso! – respondeu o Zézinho.
O Zézinho saiu da escola a correr e foi a chorar para casa. Ao chegar lá, a mãe perguntou-lhe:
- Filho, o que é que se passa contigo?
E o Zézinho respondeu-lhe:
- Lá na escola passam o tempo todo a gozar comigo, porque eu sou magrinho.
- Vês filho?! Eu disse-te para comeres muito, muito também não, porque gordo também não te quero ver. – disse a mãe do Zézinho.
Já no dia seguinte, às 9h00m, ele foi para a escola. Reparou que ninguém lhe dizia nada e então resolveu perguntar:
- Ninguém me diz nada porquê?
- Porque tu não querias que nós te disséssemos nada. – respondeu o menino Rui.
- Não. Eu só disse que não queria que gozassem mais comigo. – disse o Zézinho.
- Isso é mentira, tu não disseste isso. Tu disseste que era para não te ligarmos. – disse o Rui.
- É mentira! – disse o Zézinho.
E começaram à luta. A professora Vicência e o director Fausto chegaram lá e ficaram os dois de castigo uma semana.
Chegou o dia da Festa de Natal, havia um bolo. O Zézinho ao ver esse bolo, apeteceu-lhe comer uma fatia, mas já tinha sido vendido e ele ficou triste! A professora ao reparar na situação perguntou-lhe:
- Zézinho, não comes nada?
- Já venderam o bolo que eu gostava, professora. – respondeu-lhe o Zézinho.
- E não gostas de outro? – perguntou novamente a professora.
- Não professora, não gosto. – respondeu o Zézinho.
A senhora que comprou o bolo passou à frente do Zézinho e ele quando a viu tirou-lhe o bolo da mão. A professora viu e perguntou:
-Zézinho porque fizeste isso? A senhora agora anda a ver do bolo, tu foste tão rápido que ela nem te viu.
- Deixe professora, eu quero mesmo este bolo. – respondeu o Zézinho.
- Claro que não, e agora ficas quatro semanas de castigo. – disse a professora.
Passados alguns dias, foram às rodinhas seguras. Quando foram almoçar, o Zézinho não queria comer nada, porque não gostava de nada do que havia na mesa. Na altura dos doces, a professora disse-lhe:
- Não comeste nada, também não vais comer doces.
- Deixe lá, professora. – implorava o Zézinho.
- Não e não, tu não comes doces. – disse a professora.
No final do dia, regressou a casa, e quando lá chegou foi para o quarto triste por não ter comido doce e disse à mãe:
- Mãe, a professora não me deixou comer o doce.
- Filho se tu tivesses comido tudo, comias também o doce. Eu amanhã vou falar com a professora Vicência. – disse-lhe a mãe.
- Mas mãe, amanhã vai lá estar a professora Ana Sofia, que é a professora que avalia a professora Vicência. – disse o Zézinho.
- Não te preocupes com isso filho. – disse-lhe a mãe.
No dia seguinte, Sexta-Feira 9h00m, a mãe foi levar o Zézinho à escola e disse-lhe:
- Filho vai para dentro da escola e porta-te bem.
- Adeus mãe. – disse o Zézinho.
- A mãe vai agora falar com a tua professora. – disse-lhe a mãe.
Quando encontrou a professora, esta disse-lhe:
- Olhe dona Júlia, o Zézinho está muito magrinho. Quando ele chegou à sala, eu disse-lhe que ele só tinha pele e osso, mas no intervalo é que lhe começaram a chamar esqueleto andante.
- Sim professora, mas ele disse-me que foi você que não o deixou comer a sobremesa lá nas Rodinhas Seguras. – disse a mãe.
- Pois, mas ele não comeu sopa nem carne, por isso é que não o deixei comer doce. – disse a professora.
- Pronto, então vou-me embora, porque tenho que ir fazer o almoço.Adeus. – despediu-se a mãe.
- Adeus. – disse a professora.
Passado alguns minutos, entra o Zézinho na sala a correr e diz:
- Professora, professora o João disse que eu era um esqueleto.
- João ficas de castigo uma semana e vais ter vermelho no comportamento. – disse a professora.
Às 5h30m saíram e o Zézinho ia tristonho, porque mais uma vez gozaram com ele. Mais uma vez chegou a casa triste, pobre Zézinho.
E era assim que o Zézinho estava sempre triste.
Esta história foi escrita por uma aluna de 4º ano, Beatriz Lagareiro.
Foi publicada no blogue da Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa.

4 comentários:

  1. Beatriz Sofia Parraça lagareiro30 de janeiro de 2010 às 17:44

    Esta história foi feita por Beatriz Sofia Parraça Lagareiro que sou eu.

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  2. este texto do Zezinho esta muito giro!

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  3. Beatriz!
    Fiquei muito feliz de constatar que já escreves também.
    Continua assim.

    Com muito carinho
    A tua professora do coração
    Ana Almas

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  4. Célia(tia da Beatriz)15 de março de 2010 às 20:30

    Este comentário é feito para o texto de Bea triz Sofia Parraça Lagareiro porque o texto dela esta muito giro e muito fixe.
    Mas eu soube que este texto foi feito por ordem do professor fausto porque ele esteve a contar um história que o menino era gordo e esta história foi feita sobre um menino magrinho.
    Ela sabe como lidar com pessoas que gozam com ela por ela ser tão magrinha e também lhe chamam esqueleto andante.
    Apesar dela fazer este texto com 88 linhas quase 100 linhas e ela também fez este texto com muito carinho e muito Amor.

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